Muitas vezes escuto pessoas
reclamando deste paraíso, dizendo que é
deprimente viver neste lugar que não tem nada, numa cidade
tão pequena que fica ainda mais deserta no inverno.
Eu penso que estas pessoas
não estão olhando para o nascer do sol que se
derrama como ouro sobre o mar ou para as nuvens no final do dia, que
mais parecem uma pintura mágica que se desenha
entre as dunas e a montanha.
A água em geral
é mais fria se compararmos com as praias de SC, mais escura,
mas é pela presença de iodo e alguns tipos de
minerais e algas que são benéficos para
pele e ossos. Nos meses de março em geral ele fica
mais quente e transparente.
Cada vez que viajo
é maravilhoso, mas melhor é quando
faço a curva no trevo e meu coração me
diz, estou em casa. Muitas vezes meus olhos se enchem de
lágrimas de contentamento.
E outras pessoas dizem o
mesmo, é como entrar em um espaço reconhecido
pela nossa alma. Já morei em várias cidades,
inclusive fora do Brasil, mas aqui estou em casa.
Quando optamos por
viver em uma pequena cidade temos que entender que não
teremos muitas opções para satisfazer nossos
desejos consumistas ou de lazer. Em
compensação, podemos encher os olhos de
beleza e o coração de alegria por tanta liberdade
de ir e vir sem medo de encontrar o perigo na esquina.
Existe menor quantidade de
pessoas, mas conhecemos aquelas que tocam nosso ombro ou porta. Numa
cidade pequena parece que as estrelas são infinitamente mais
numerosas, pois não são ofuscadas pelas
lâmpadas, edifícios e farois de carros.
O cheiro de uma cidade
pequena muda conforme as plantas de cada estação,
pois o ar é puro ainda.
Só posso entender
que alguém se deprima aqui porque não
está olhando para fora, porque deixou de sentir a beleza
infinita que está sempre ao alcance dos olhos nas pequenas
coisas.
Estar conectada em
estado de amor ao lugar onde se vive faz com que tudo seja perfeito,
só posso explicar deste modo.
As bicicletas ficam na rua,
os carros com porta aberta e chave na ignição, as
portas escancaradas, afinal se aparecer alguém estranho todo
mundo percebe.
No verão a cidade
transforma-se com a chegada de veranistas, que em geral são
moradores de cidades próximas e não exatamete
"turistas", então os comerciantes ficam divididos
entre a alegria de tantos compradores e um certo "ciuminho" ou saudade
de nossa cidade pacata.
Arroio do Sal faz festa no
verão e armazena energia nos outros meses, por isso se
você quer sossego e atendimento familiar venha nos visitar
durante os meses tranquilos.
Fazer passeios na praia,
comer sem pressa, cuidar da saúde física, mental
e espiritual, fazer compras com tranquilidade.
A
felicidade e saúde dependem de seu estado emocional, basta
acender a luz de sua alma.
Solicite
indicação de hotel, serviços ou
peça informações que ajudarei no que
precisar.